EX-PRESIDENTES
Marinoel Manolo de Souza
Marinoel Manolo de Sousa: O Engenheiro do Planejamento Estratégico e das 12 Propostas que Integraram Abaetetuba
ABAETETUBA – Se a Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba (ACA) ingressou definitivamente no século XXI pautada pela cultura de planejamento de metas, inovação digital, transparência fiscal e responsabilidade civil ativa, a história atribui um papel central de liderança a Marinoel Manolo de Sousa (frequentemente citado nas atas como Manolo). Ao longo de quase uma década de atuação — seja como consultor técnico, assessor administrativo, diretor de planejamento ou presidente executivo (no biênio 2010–2012) —, ele revolucionou o associativismo local, consolidando o comércio de Abaetetuba como uma força política e econômica integrada na região do Baixo Tocantins.
O Estrategista de Bastidores: Diagnóstico e Modernização (2003–2004)
Antes de assumir cargos na diretoria executiva, Marynoel iniciou sua cooperação com a ACA oferecendo sua bagagem técnica em consultoria de gestão. Em fevereiro de 2003, apresentou à diretoria comandada por Vicente de Paula Maciel Lobato uma ousada proposta de diagnóstico de custos e transparência financeira para a ACA. Diante da asfixia de caixa da entidade na época, os diretores relutaram contra os custos iniciais.
Com pragmatismo comercial, Marinoel retornou em março de 2003 com uma contraproposta através da consultoria TZU, reduzindo os custos estritamente aos materiais de pesquisa e expediente (papel, cartuchos de tinta e encadernações). A proposta foi aceita por unanimidade, abrindo as portas para uma profunda repaginação administrativa na associação.
Em fevereiro de 2004, assumiu formalmente as funções de Assessor Administrativo da ACA, tornando-se o braço direito do presidente Vicente Maciel. Nesse período de consolidação operacional, Manolo realizou ações de destaque:
- Parceria com o MUP (Movimento Universitário de Pará): Em janeiro de 2004, articulou e apresentou a proposta de parceria que estendeu descontos educacionais aos filhos e parentes de associados, blindando juridicamente a ACA de quaisquer passivos.
- Acordo Histórico da Xerox: Em março de 2004, sua assessoria administrativa e jurídica obteve uma vitória cirúrgica nas cortes, reduzindo uma dívida acumulada da máquina de xerox de R$ 5.050,00 (que havia negativado o nome da ACA no SERASA) para apenas R$ 2.000,00 quitados em duas parcelas, limpando o nome da instituição.
- Turismo e Eventos: Teve papel-chave na formatação e no balanço do II Miritifest e do FANTUR (Press Trip realizada em maio de 2004 que trouxe a imprensa de Belém e agências de viagem para explorar o potencial ecoturístico das ilhas de Abaetetuba).
Diretor de Planejamento: O Nascimento da Responsabilidade Social (2008–2010)
Em setembro de 2008, com a eleição de Benedito Bitencourt de Araújo, Marinoel assumiu a Diretoria de Planejamento e Gestão. Foi o início de uma nova fase metodológica na instituição. Em 15 de dezembro de 2008, ele planejou e conduziu a I Assembleia Geral de Desenvolvimento e Responsabilidade Social, reunindo pela primeira vez na mesma mesa empresários, poder público local e a sociedade civil para pactuar um plano de metas municipal.
Na mesma reunião, apresentou o diagnóstico do “segundo ciclo de planejamento”, identificando as reais necessidades dos associados e defendendo propostas inovadoras, tais como:
- O crescimento gráfico da associação e a criação de um boletim informativo periódico para aproximar os sócios ausentes;
- A negociação de um espaço regular nas rádios locais denominado “Momento da ACA”;
- A liderança, em março de 2009, da aprovação do “Programa Vale Juventude” na II Assembleia Geral de Responsabilidade Social.
No comando do planejamento, Marinoel também foi o arquiteto da reestruturação do Miritifest 2010. Ele estruturou um comitê gestor multissetorial integrado pela ACA, CDL, ASAMAB, Prefeitura, Sebrae e o clero. Diante das constantes queixas sobre desgastes físicos das tendas e toldos da ACA, Manolo defendeu que o festival era a maior vitrine de projeção nacional de Abaetetuba, devendo ser gerido com profissionalismo corporativo.
A Presidência Revolucionária: Transparência e a Força das Câmaras Setoriais (2010–2012)
Eleito presidente em agosto de 2010, sucedendo Benedito Bitencourt de Araújo, Marynoel Manolo de Sousa deu início a uma das gestões mais dinâmicas e transparentes da história da associação.
A Reforma da Transparência Financeira
Ao herdar contas em atraso (como convênios médicos Unimed, Datashow, parcelas pendentes de moto Honda e custos de reformas prediais), o novo presidente implementou um choque de gestão financeira. Em novembro de 2010, Manolo implantou uma medida inédita de governança: o balanço geral de receitas e despesas detalhado de entradas e saídas da ACA passaria a ser enviado mensalmente por e-mail a todos os sócios, promovendo uma auditoria pública contínua.
A Criação das Câmaras Setoriais
Para descentralizar as ações da ACA e potencializar os polos econômicos de Abaetetuba, Manolo idealizou e assinou a criação de quatro Câmaras Setoriais estruturantes, vinculadas diretamente à presidência da ACA:
- Câmara Setorial da Indústria e Comércio: Sob a liderança inicial de Ademar Xavier, a ACA realizou um levantamento prévio inédito mapeando cerca de 50 indústrias em Abaetetuba, visando aproximá-las de grandes compradores por meio do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF).
- Câmara Setorial da Micro e Pequena Empresa: Voltada para a formalização em massa de Empreendedores Individuais (EIs).
- Câmara Setorial de Responsabilidade Social: Coordenada por Eunice Nunes, promoveu a inclusão produtiva de jovens de bairros periféricos e firmou termos de cooperação com a ADEMA, APAE, Fazenda Esperança e movimentos carismáticos.
- Câmara Setorial de Turismo: Focada na estruturação da cadeia turística e no ecoturismo regional.
O Nascimento do Observatório Social de Abaetetuba
Demonstrando compromisso inabalável com a cidadania e a educação fiscal, Marinoel foi um dos articuladores e empossado como Vice-presidente de Assuntos Institucionais do Observatório Social de Abaetetuba, constituído oficialmente em 18 de dezembro de 2010. O órgão, estruturado com regras de governança rígidas e apartidárias, passou a capacitar empresas locais a participarem de licitações públicas, monitorando as compras do município para combater a corrupção.
O Enfrentamento à Crise de Segurança Pública (2011)
No início de seu mandato, o comércio de Abaetetuba foi abalado pelo dramático sequestro do irmão de um associado, em 30 de dezembro de 2010. Diante do clima de pânico e revolta generalizada na classe empresarial, o presidente Marinoel Manolo assumiu o protagonismo da reação civil em 4 de janeiro de 2011.
Ele liderou uma Assembleia Geral de Emergência para estruturar um Plano de Ação em três frentes imediatas:
- Dossiê Coletivo: A coleta e centralização de cópias dos boletins de ocorrência de todos os lojistas assaltados para compilar um dossiê robusto a ser encaminhado à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Pará.
- Gabinete de Imprensa: Criação de uma assessoria de imprensa institucional comandada pela ACA para pautar a mídia estadual sobre a vulnerabilidade da região do Baixo Tocantins.
- Pacto com Bancos: Convocação urgente de gerentes de bancos locais para debater as propostas de Messias Sigmaringa e Vicente Lobato sobre o bloqueio preventivo de saques em dinheiro vivo destinados a resgates de sequestros.
Em 11 de janeiro de 2011, Manolo presidiu uma tensa sessão que reuniu a delegada civil Layane Silva, o comandante da PM Capitão Hilton Menezes e o vice-prefeito Ronald Reis. Ele cobrou de forma enérgica o contingente policial diário deficitário (apenas 20 homens ativos de escala para Abaetetuba, Moju e Igarapé-Miri) e exigiu a instalação de câmeras de segurança na cidade, combatendo a passividade pública.
A Aliança Histórica e as “12 Propostas da Frente Empresarial” (2011–2012)
Com trânsito livre nos eixos associativos de Belém e Brasília, Marinoel modernizou a comunicação interna da associação ao lançar o blog e o Twitter oficiais da ACA em fevereiro de 2011, buscando a aproximação de jovens empreendedores através do CONJOVE.
O marco definitivo de sua atuação diplomática deu-se em agosto de 2011, com a fundação da Frente Empresarial de Abaetetuba — uma união histórica das forças da ACA com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), presidida por Laudiceia Guimarães.
Em 18 de agosto de 2011, durante o 1º Encontro da Frente Empresarial no auditório do INSA, Manolo detalhou e validou tecnicamente um documento unificado contendo as 12 Propostas de Oportunidade para Abaetetuba. O manifesto consolidou um plano de desenvolvimento em 12 pilares estratégicos entregue em mãos às comissões políticas regionais:
- Criação de órgão executivo para assuntos econômicos;
- Estudo técnico de Zoneamento Econômico Ecológico;
- Retomada do Conselho de Desenvolvimento Econômico (CODEM);
- Revitalização do Comércio Urbano (mapeamento, feiras e shoppings abertos);
- Apoio estruturado às cadeias produtivas (Açaí, Miritis, Naval, Cerâmica, Pesca);
- Fortalecimento das cooperativas e do associativismo regional;
- Criação do Distrito Industrial de Abaetetuba;
- Aprovação e implementação imediata da Lei Geral da MPE no município;
- Asfaltamento das rodovias estaduais para Barcarena e Beja (com pontes de concreto);
- Duplicação física da Rodovia Dr. João Miranda;
- Estabilização e melhoria das condições de energia da Rede Celpa;
- Fomento ao Turismo com roteiros de “Turismo de Experiência” e de Entretenimento.
A Conquista da Lei Geral e o Portal de E-commerce
A mobilização deu resultados rápidos: em 1º de janeiro de 2012, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa de Abaetetuba foi oficialmente aprovada e sancionado. Manolo exigiu de forma célere que a ACA indicasse o responsável técnico para dirigir a recém-criada Sala do Empreendedor.
Ainda em abril de 2012, contratou a empresa Vieweb para o desenvolvimento de um portal digital unificado de e-commerce voltado à venda eletrônica cooperativa dos comerciantes locais.
“Nossa Abaetetuba” e Cidades Sustentáveis
Em maio de 2012, no ápice das campanhas eleitorais, Manolo lançou o projeto “Nossa Abaetetuba” (em parceria com a CNM e o PNUD no programa Cidades Sustentáveis). Ele exigiu que os pré-candidatos à Prefeitura de Abaetetuba assinassem um termo de compromisso público registrando que, se eleitos, cumpririam integralmente as metas e as 12 propostas da classe empresarial, sob pena de fiscalização permanente do Observatório Social.
Por fim, demonstrando dedicação integral à marca histórica da ACA, Marinoel Manolo garantiu por unanimidade o pagamento de uma taxa de R$ 300,00 para assegurar o registro definitivo e perpétuo da patente do Miritifest como propriedade intelectual exclusiva da Associação Comercial.
Marinoel Manolo de Sousa deixou o cargo em 2012 consagrado como o “arquiteto das propostas”, transformando a ACA em um bloco diplomático inovador, interligado por e-mails, dados estatísticos e planejamento estratégico.
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