Maria de Nazaré Amaral Paixão
Maria de Nazaré Amaral Paixão
História e trajetória
Biografia e Histórico de Maria de Nazaré Amaral Paixão Cardoso
Maria de Nazaré Amaral Paixão Cardoso (amplamente conhecida na instituição como Maria Paixão) é uma das figuras mais emblemáticas da história contemporânea da Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba (ACA)[1][2]. Empresária com mais de duas décadas e meia de dedicação ao associativismo local, destacou-se como pioneira absoluta na inserção, organização e protagonismo da liderança feminina no comércio do Baixo Tocantins[2][3].
1. Pioneirismo e a Fundação do Conselho da Mulher Empresária (CME)
Na virada do milênio, o ambiente diretivo da ACA era historicamente dominado por lideranças masculinas[2][3]. Após participar de agendas da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (FACIAPA) e conhecer de perto o modelo de atuação do conselho da mulher no município de Bragança, Maria Paixão tornou-se a idealizadora e mentora da criação do Conselho da Mulher Empresária em Abaetetuba[2][3].
Enfrentando a resistência cultural da época, ela mobilizou comerciantes locais, atraiu novas filiações para a associação e formalizou a instalação da ala feminina a partir de setembro de 2000[2].
2. Trajetória de Mandatos no Conselho da Mulher
Ao longo de mais de uma década, Maria Paixão alternou mandatos na presidência e em funções estratégicas do conselho:
- Primeira Gestão e Implantação (2000–2002 e 2002–2004): Empossada inicialmente em setembro de 2000, teve sua liderança oficializada para o biênio 2002–2004 em cerimônia realizada no Centro de Formação Profissional Cristo Trabalhador[4][5]. Nessa etapa, estruturou o conselho com diretorias temáticas, integrou a ACA ao Projeto Empreender, sugeriu a criação de um Juizado de Pequenas Causas em parceria com o Sebrae e propôs folders informativos para divulgar a rede hoteleira e gastronômica da cidade[5].
- Inclusão Estatutária e Continuidade (2004–2006): Atuou como vice-presidente do conselho na chapa encabeçada por Helena Sueli Cardias Xavier[9]. Essa gestão foi marcada pela formalização do CME na reforma do Estatuto Social da ACA e pela unificação das ações beneficentes com a Diocese local[9].
- Segundo Mandato Presidencial (2006–2008): Eleita em agosto de 2006 com Ana Lúcia Lima na vice-presidência, promoveu eventos corporativos em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, palestras sobre autoestima profissional com especialistas do Sebrae e abriu o primeiro livro de registros exclusivos de atas do CME[12]. Encerrou o mandato em setembro de 2008 prestando contas e empossando sua sucessora, Rose Solano Araújo[16].
- Terceiro Mandato Presidencial (2010–2012): Retornou à presidência do CME em setembro de 2010, compondo a mesa diretora ao lado do presidente da ACA, Marinoel Manolo de Souza[1]. Alinhou o trabalho feminino à tríade de Associativismo, Empreendedorismo e Desenvolvimento, articulou comissões de “Queima de Estoque” para lojistas e representou o município em convenções da FACIAPA em Santarém sobre a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa[18].
3. Grandes Projetos e Atuação Multissetorial
Além de presidir o conselho feminino, Maria Paixão atuou em debates de desenvolvimento para o município:
- Fomento ao Turismo e Economia Criativa: Foi precursora da defesa do “Turismo de Experiência”, propondo roteiros guiados para que visitantes conhecessem o processo produtivo de indústrias e comércios locais associados[21]. Em 2015, liderou a articulação e apresentou à diretoria da ACA o projeto de implantação da Câmara Setorial da Joalheria em Abaetetuba[22][23].
- Sustentabilidade Institucional do Miritifest: Atuou nos comitês gestores do festival de miriti, apoiando a profissionalização do evento e medidas para proteger o equilíbrio orçamentário da associação comercial[24][25].
- Segurança Pública e Ordem Urbana: Compôs mesas e assembleias de emergência em momentos críticos da cidade, dialogando diretamente com a cúpula das Polícias Civil e Militar e com juízes da comarca para cobrar policiamento ostensivo, iluminação pública e ações de conscientização no trânsito seguro[26][27].
- Revitalização Comercial: Integrou comitivas conjuntas da ACA e da CDL que desenharam propostas de padronização, feiras livres organizadas e projetos de shoppings a céu aberto[20][28].
4. 1ª Diretora de Desenvolvimento Econômico da ACA (2021–2022)
Em setembro de 2020, Maria Paixão foi eleita para a Diretoria Administrativa da ACA como 1ª Diretora de Desenvolvimento Econômico, integrando a gestão comandada por Lucynéia Nery Neves[29][30].
Nesse período, destacou-se pela articulação institucional junto ao setor público municipal:
- Apoiou a alocação de agentes de desenvolvimento local na Secretaria de Finanças (SEFIN) voltados ao atendimento a Microempreendedores Individuais (MEIs), à logística dos feirantes e à cadeia produtiva do açaí[2].
- Defendeu parcerias com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) para o inventário turístico do município[31].
- Durante os momentos mais severos da pandemia de Covid-19, manteve postura de equilíbrio: defendeu o diálogo com a Prefeitura e a fiscalização responsável dos decretos sanitários, buscando conciliar as exigências de saúde pública com a sobrevivência das empresas e a manutenção dos empregos[32][33].
O legado de Maria de Nazaré Amaral Paixão Cardoso consolidou-se como o alicerce da representatividade feminina corporativa em Abaetetuba, abrindo caminho para que lideranças vindas do conselho assumissem os postos mais altos da direção executiva da instituição[3].
Preservando a memória das mulheres que contribuíram para o fortalecimento do empreendedorismo feminino, do associativismo e do desenvolvimento empresarial de Abaetetuba.