EX-PRESIDENTES
Clodoaldo Cardoso Ferreira
O Articulador e Financiador: A Trajetória de Clodoaldo Cardoso Ferreira na Consolidação da ACA
ABAETETUBA – Se a Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba (ACA) ergueu-se sobre alicerces sólidos, muito se deve à visão e ao desprendimento financeiro de Clodoaldo Cardoso Ferreira. Sócio-fundador e ex-presidente, Clodoaldo não foi apenas um nome nas atas; ele foi o homem que, em momentos de asfixia financeira, colocou o próprio crédito à disposição para garantir o patrimônio da classe empresarial.
O Início e o Sacrifício Patrimonial (1966–1967)
A história de Clodoaldo na ACA começa na manhã de 18 de setembro de 1966, como um dos signatários originais da fundação da entidade. Inicialmente, assumiu o cargo de 2º Secretário da Mesa da Assembleia Geral para o primeiro biênio definitivo.
Contudo, seu maior gesto de fidelidade à instituição ocorreu em março de 1967. Sob a presidência de Janir Nery, a associação decidiu comprar sua primeira sede própria na Rua Siqueira Mendes. Com o caixa da entidade registrando apenas uma fração do valor necessário, Clodoaldo Cardoso Ferreira, junto a Raimundo Negrão Figueiredo, financiou pessoalmente a operação através de um empréstimo no Banco da Amazônia S.A.. Foi este aval pessoal que permitiu à ACA sair do aluguel e consolidar seu primeiro endereço oficial.
A Presidência e a Visão de Expansão (1969–1971)
Em agosto de 1969, Clodoaldo foi aclamado Presidente da Diretoria Executiva para o biênio 69/70. Sua gestão foi marcada pela modernização administrativa e pelo início de um sonho que levaria anos para se concretizar: a construção de uma sede maior.
Em outubro de 1969, foi Clodoaldo quem levou ao plenário as primeiras articulações para a construção do novo prédio em um terreno pertencente à Caixa Econômica. Sob seu comando, a associação também assumiu um papel cívico e social, organizando os festejos de aniversário da entidade e propondo ações como o “Natal dos Pobres”.
O Escudo Político contra a Carga Tributária
Clodoaldo não limitou sua atuação às paredes da sede. Em 1970, ele liderou o movimento de união com as associações de Castanhal, Bragança e Capanema para contestar a Portaria Sefaz nº 56, que onerava o comércio regional. Representando Abaetetuba, ele manteve interlocução direta com o Governador do Estado, buscando salvaguardas fiscais para os lojistas do interior.
Legado e Conselheiro (1981)
Mesmo após deixar a linha de frente da presidência, Clodoaldo permaneceu como uma bússola moral para a entidade. Durante as turbulentas transições da década de 70, ele continuou participando ativamente dos debates sobre a regularização de mensalidades e a quitação da escritura da sede.
Seu ciclo de contribuição direta registrou um marco em julho de 1981, quando foi eleito para compor o Conselho Deliberativo da associação, auxiliando a gestão de Francisco Maués Carvalho com sua vasta experiência acumulada desde o dia da fundação.
Clodoaldo Cardoso Ferreira é lembrado nos registros históricos como o líder que não hesitou em arriscar o próprio nome para que a associação tivesse um teto para chamar de seu.
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