EX-PRESIDENTES
Edivaldo Maués Carvalho
O Fundador: A Trajetória de Edvaldo Maués Carvalho na Consolidação da ACA
ABAETETUBA – Se a história da Associação Comercial de Abaetetuba (ACA) fosse resumida em um nome, Edvaldo Maués Carvalho ocuparia as primeiras páginas como o arquiteto fundamental da entidade. Desde a manhã histórica de 18 de setembro de 1966, quando foi aclamado Presidente da Diretoria Provisória no salão da Assembleia Abaetetubense, Carvalho assumiu o compromisso de organizar as classes produtoras do município.
Como um dos signatários originais do livro de fundação, ele não apenas deu o pontapé inicial, mas estruturou a “espinha dorsal” administrativa da casa. Em seus primeiros meses de gestão provisória, Carvalho liderou debates cruciais para o setor, como a fixação das mensalidades iniciais e a proposta inovadora de montar um escritório de contabilidade para auxiliar os comerciantes locais em suas obrigações fiscais.
Sua atuação política também foi imediata. Ainda em 1966, Carvalho presidiu reuniões que resultaram no envio de um memorial ao Governador do Estado, solicitando descontos expressivos de até 80% em multas fiscais que sufocavam o comércio de Abaetetuba na época. Sob sua presidência, o estatuto social da entidade foi discutido e aprovado artigo por artigo, garantindo a legitimidade jurídica necessária para o funcionamento da associação sob os olhos do regime da época.
Com a transição para a primeira diretoria definitiva em 1967, Edvaldo Carvalho demonstrou espírito associativista ao aceitar o cargo de 2º Vice-Presidente na chapa de Janir Nery, mantendo-se ativo na defesa técnica da classe, como ao solicitar informações oficiais sobre mercadorias isentas de ICM.
O retorno de Carvalho ao comando máximo ocorreu em um momento de expansão física. No biênio 1972-1973, reassumindo a presidência da Diretoria Executiva, ele tomou decisões que mudariam o patrimônio da ACA para sempre. Foi de sua iniciativa a proposta audaciosa de venda da sede antiga, na Rua Siqueira Mendes, visando angariar fundos para a construção do novo prédio na Avenida Dom Pedro II, endereço que permanece como o coração do empresariado local até os dias de hoje.
Mesmo após deixar a presidência executiva, sua influência permaneceu. Em 1981, na gestão de Francisco Maués Carvalho, Edvaldo foi nomeado Representante em Belém, servindo como o elo diplomático e estratégico da associação na capital do Estado. De fundador a visionário patrimonial, a trajetória de Edvaldo Maués Carvalho é descrita nos registros como o pilar que transformou um grupo de comerciantes em uma das instituições civis mais fortes da região.
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