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Associação Comercial de Abaetetuba

GALERIA DOS

EX-PRESIDENTES

Galeria histórica dos presidentes da Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba
José Raimundo da S. Cardoso

José Raimundo da S. Cardoso

Ex-Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba
2000–2002

O Arquiteto da Modernidade: A Trajetória de José Raimundo Silva Cardoso na Era Digital e Associativa da ACA

ABAETETUBA – Poucos nomes na história recente da Associação Comercial e Empresarial de Abaetetuba (ACA) sintetizam tão bem a transição de um simples associado a um dos maiores estrategistas da entidade quanto José Raimundo Silva Cardoso (também amplamente registrado como José Raimundo da S. Cardoso). Ao longo de duas décadas, ele atuou como vice-presidente, presidente executivo, diretor setorial e diplomata federativo, consolidando-se como o motor por trás da modernização tecnológica, da responsabilidade social e do fortalecimento político da classe empresarial abaetetubense.

De Novo Associado a Vice-Presidente da Renovação (1992–1999)

A caminhada de José Raimundo com a associação comercial começou oficialmente em 1 de abril de 1992, quando seu nome foi aprovado por unanimidade para ingressar no quadro de sócios da entidade. Em poucos anos, sua liderança natural e visão prática o guiaram para a linha de frente da política de classe.

Em agosto de 1996, elegeu-se 1º Vice-Presidente na histórica “Chapa Renovação”, liderada por Jorge Dohara. Foi o início de uma era de profundas transformações. Pragmático, José Raimundo assumiu imediatamente a coordenação da campanha de iluminação e ornamentação natalina do centro comercial em parceria estreita com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

Na mesma época, destacou-se pela firmeza na busca por ordem urbana: foi ele quem exigiu junto à Prefeitura o remanejamento urgente dos vendedores ambulantes da área central para o calçadão da frente da cidade, desobstruindo o acesso dos clientes e o visual dos recintos comerciais.

Reeleito vice-presidente em 1998, José Raimundo passou a atuar também como o principal representante da ACA junto à Federação das Associações Comerciais do Pará (FACIAPA), buscando recursos federais na Esplanada dos Ministérios para financiar campanhas de auxílio a crianças carentes no município.

A Presidência na Virada do Milênio: Telecheque, Inclusão e Social (2000–2002)

O ápice de sua liderança executiva ocorreu em 13 de agosto de 2000, quando foi eleito por aclamação Presidente da Diretoria Executiva da ACA para o biênio 2000–2002, sucedendo Jorge Dohara em uma posse solene realizada no Equatorial Park Clube.

Sua gestão foi marcada por pioneirismo e forte apelo social:

  • Informatização e Proteção ao Crédito: Sob seu comando direto, foi implantado em definitivo o sistema Telecheque na cidade, operando inicialmente por linha convencional.
  • Proteção Patrimonial: Diante do abandono do terreno da associação, José Raimundo liderou uma comissão de vistoria para transformá-lo em uma área de lazer e esportes, protegendo o espaço contra o risco iminente de invasões.
  • Pacto de Inclusão com a ADEMA: Em maio de 2002, ele abriu as portas da ACA para a Associação dos Deficientes de Abaetetuba (ADEMA), sensibilizando o comércio local para que gerasse postos de trabalho para deficientes físicos e lutando pela melhoria da acessibilidade no centro de compras.
  • Crédito Acessível: Articulou com a gerência da Caixa Econômica Federal a vinda de consultores para apresentar linhas de financiamento como o Giro Caixa e o Proger para micro e pequenos lojistas abaetetubenses.

O Homem dos Projetos Estruturantes: Pará Digital, Lei Geral e PDF (2005–2010)

Demonstrando total desprendimento e dedicação ao associativismo, José Raimundo permaneceu na ativa após deixar a presidência. Ele assumiu a importante pasta de Diretor de Indústria e Comércio, focando em colocar as pequenas empresas locais na rota das grandes corporações.

Ele liderou a implantação do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), buscando qualificar os lojistas do município para venderem para gigantes industriais como a Albras. Em 2005, selou a parceria para trazer o programa Pará Digital para Abaetetuba, uma linha de crédito especial em conjunto com a FACIAPA e o Banco do Brasil voltada a modernizar a automação comercial e a regularização tributária exigida pela SEFA.

Paralelamente, uniu forças com o SEBRAE para divulgar os impactos positivos da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, defendendo-a em rádios e emissoras de TV locais para blindar e dar sobrevida ao pequeno lojista regional.

Como presidente do Conselho das Câmaras Setoriais em 2010, foi o responsável por empossar e instalar os primeiros coordenadores de setores estratégicos de Abaetetuba, como a Câmara de Responsabilidade Social e a de Indústria e Comércio. No mesmo ano, foi eleito suplente do Conselho Fiscal na constituição histórica do Observatório Social de Abaetetuba.

A Diplomacia Federativa e a Nova Geração (2011–2012)

De volta ao cargo de vice-presidente executivo no início da década de 2012, José Raimundo aliou-se ao presidente Marynoel Manolo de Sousa no desdobramento tático das 12 propostas de desenvolvimento da Frente Empresarial (parceria ACA/CDL).

Com trânsito livre nas instâncias estaduais, José Raimundo participou ativamente dos congressos da FACIAPA, propondo formalmente a inclusão e o fortalecimento de Abaetetuba na confederação nacional (CACB) para angariar maior projeção e investimentos para o Baixo Tocantins.

Sua última grande contribuição registrada em ata foi no campo da formação de lideranças. Em janeiro de 2012, em um momento de debate sobre a sucessão na ACA, José Raimundo revelou aos diretores que, ao insistir no passado para que o jovem Marinoel Manolo assumisse o comando, seu objetivo era oxigenar a instituição com “rostos novos” para repaginar a casa.

Ativo até o encerramento do livro de atas, José Raimundo participou pessoalmente das campanhas de campo, deslocando-se em grupos de trabalho para debater segurança, energia e tributos com os lojistas dos bairros de São Lourenço, São José e São João.

De novo filiado em 1992 a guardião da memória viva da ACA, ele marcou seu nome como um dos gestores mais dinâmicos e completos da região.

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